sábado, 26 de setembro de 2009

Não sobre o amor

Um espetáculo que poderia ser apenas mais um falando de amor se não fosse o fato e a tentativa de falar “Não Sobre o Amor” o que o torna poético e filosófico.

Em cena apenas dois atores, Leonardo Medeiros como Maiakovski e Simone Spoladore como Alya. Ela resolve ir embora para a Rússia e pede para que ele não fale nem escreva falando sobre amor. Ele pode escrever absolutamente sobre tudo e é exatamente o que ele faz durante o espetáculo que tem uma hora de duração, são leituras de cartas de um para o outro ambos escrevem sobre a vida que estão levando, o clima, as coisas, as pessoas, mas não sobre o amor e é justamente essa frase que é falada após alguns minutos do início e da nome ao espetáculo.
Em meio a projeções de textos e vídeos podemos pensar no amor, mas não apenas o amor na sua forma “simples” de amar outra pessoas, mas também nas origens e nas heranças de cargas emocionais que recebemos ao longo de nossa jornada amorosa.
O amor não é exato, não é uma verdade absoluta nem algo real no sentido material da coisa. Ele é apenas um tema filosófico que necessita ser discutido, mas nunca compreendido e sim vivido.
O cenário é um quarto de ponta cabeça o que nos faz viajar nas possibilidades que o corpo em cena pode nos mostrar. A cama na parede a luz no chão, a janela no teto, a porta de ponta cabeça etc. O cenário e bem aproveitado e não rouba o foco do tema central da peça.
Esse é décimo nono esptáculo da Cia Sutil em comemoração aos 15 anos de estrada que foi criada em 1994 por Felipe Hirsch e o ator Guilherme Weber.
Nota 9s

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