sábado, 26 de setembro de 2009

Um corpo que não aguenta mais

Comunicar o que queremos apenas com o corpo é difícil, agora imagine falar da morte sem palavras. E exatamente isso que podemos encontrar no espetáculo “um corpo que não aguenta mais” de Marta Soares.
Em sua mais recente pesquisa Marta Soares inspirou-se na obra do italiano Giorgio Agmbem intitulada “Homo Saccer, o poder soberano sobre a vida nua 1”.
Com movimentos “pobres” e simples ela se coloca em cena com outros quatro bailarinos e busca sair dos estereótipos e dos movimentos estéticos trazendo um outro olhar sobre a dança.
Nos faz refletir sobre a complexidade do tema e nossa relação com o corpo, em muitos momentos nos deixa incomodados com a pouca movimentação e mais uma vez nos faz pensar que corpo é esse que abriga o meu ser. Porque buscar um sentido e uma estética corporal ao invés de sentir e entender os códigos que ele passa.
O que é belo como arte? O que é arte? O que é a morte? O que é estético como dança?Essas perguntas aparecem em nossas cabeças durante o espetáculo que tem quase duas horas de duração e ao final nos deixa sem ação. Não batemos palma porque não gostamos, não entendemos ou mexeu com agente?
Esse tipo de espetáculo faz parte de um grupo de outros que são criados para mexer de alguma forma com as estruturas estéticas que criamos sobre dança, mas eles são direcionado a um público mais específico.
Nota 7S
Marta Soares (coordenadora, diretora e coreógrafa)Completou o One Year Course no Laban Centre, em Londres. É bacharel em artes pela State University of New York. Analista de movimento pelo Laban/Bartenieff Institute of Movement Studies, NY. Recebeu bolsa da Fundação Japão, estudando com Kazuo Ohno em Tókio. É mestre em comunicação e semiótica pela PUC-SP, em que leciona na Faculdade de Comunicação e Artes do Corpo e é doutoranda no Departamento de Psicologia Clínica, no Núcleo de Subjetividade. Recebeu oPrêmio Funarte Klauss Vianna 2006 para pesquisa.

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